quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Curiosidades

As Mulheres e o Islamismo


As mulheres islâmicas são guiadas pelas leis primárias islâmicas, nomeadamente o Alcorão e o Hadith, assim como pelas demais leis secundárias. Em determinadas regiões, além das orientações religiosas, as tradições culturais desempenham um papel fundamental para as mulheres islâmicas.

As leis e a cultura islâmica possuem grande impacto nos mais varados aspetos da vida de uma mulher islâmica, tais como a sua educação, oportunidade de emprego, herança, casamento e justiça, entre outros.

A poligamia é permitida aos homens praticantes do Islamismo, não sendo difundido em todos os segmentos da religião, em alguns países islâmicos, como o Irão, o homem pode contrair matrimónio temporário. Sobretudo, o Islão proíbe as mulheres de se casarem com um homem não-muçulmano.

Educação e Emprego
Em 2013, a Organização para a Cooperação Islâmica concluiu que muitas nações islâmicas restringem o acesso feminino à educação.

Em dados da UNICEF, 17 das 24 nações com nível de escolaridade primária abaixo de 60% são nações islâmicas, mais de metade da população adulta é analfabeta em muitos países islâmicos, e a proporção atinge a casa dos 70% quando referente às mulheres.

Um estudo do Fórum Económico Mundial de 2012 alega que 17 nações islâmicas estão na lista das piores do mundo em políticas sociais entre elas: Argélia, Jordânia, Líbano, Turquia, Egito, Omã, Arábia Saudita, Irão e Marrocos.

Vida Religiosa
Na visão do Islão, não há diferenciação entre as relações de um homem e de uma mulher para com Deus, ambos os sexos recebem iguais graças ou punições pela sua conduta.

De acordo com um dito, atribuído a Maomé, mulheres são recebidas nas mesquitas. Contudo, como o próprio Islão apregoava a presença de mulheres nas mesquitas seria dispensável por causa da impureza causada pelo contacto entre os sexos - condição permaneceu até 1960.

Desde então, as mulheres têm-se envolvido gradualmente nas atividades da mesquita, sendo qeu homens e mulheres realizam os seus cultos em espaços separados. A separação por sexo varia desde a posição de ambos os "grupos" no mesmo espaço da mesquita - homens ficam à frente das mulheres - até à separação dos sexos por andar.

O direito das mulheres se tornarem Imãs, é discutido por muitos. Um dos papéis fundamentais de um Imã numa mesquita é liderar o salat (as preces) e, geralmente, às mulheres é vetado liderar as preces em grupo. Contudo, alguns contestam com a crença de que Maomé permitia Umm Warqa, que acompanhava-o, a liderar as orações na mesquita de Dar.

As mulheres Hui têm auto-conhecimento da sua liberdade relativa como cidadãs chinesas em contraste com as condições políticas das mulheres islâmicas nos demais países como a Arábia Saudita, onde as mulheres passam por muitas restrições sociais.
Povo Hui

O Contacto
Nas sociedades árabes mais conservadoras, as mulheres e a sua honra são cuidadosamente guardadas pelos membros homens da sua família. Os costumes resultantes, alguns dos quais são leis nas sociedades mais conservadoras, podem variar entre uma mulher não ser permitida em estar em público sem um membro da família ou marido, até a restrições mais leves que desencorajam fortemente o contacto entre uma mulher e um homem.

O Casamento
A maioria dos muçulmanos acredita que o Alcorão define os papéis de género específicos para homens e mulheres. As mulheres devem primeiro ser esposas e mães, preenchendo esses papéis com alegria, com o melhor da sua capacidade.

Embora o Alcorão permita a poligamia, ela não deve ser praticada se o marido não poder tratar cada uma das suas esposas da mesma forma. Além disso, as mulheres estão autorizadas a recusar futuros maridos e têm direitos particulares num divórcio. As mulheres também estão autorizadas a possuir e herdar propriedades.

O Vestuário
Segundo o Islão as mulheres devem-se vestir com modéstia e não deixar à mostra as extremidades para nenhum homem além do seu marido, pai ou familiar mais próximo e crianças pequenas.

O Alcorão não é específico quanto ao estilo das roupas e acessórios usados pelas mulheres. O vestuário têm sido modificado ao longo dos séculos e difere de acordo com a região islâmica.

Em alguns países islâmicos, o uso do hijab é estipulado tanto aos homens como às mulheres.

Em muitos outros países islâmicos, como o Irão e a Arábia Saudita, todas as mulheres devem cobrir a cabeça em público, embora o tipo de vestuário usado para tal fim possa variar de acordo com o país. Os mais comuns tipos de vestuários religiosos do Islão são a burca e o khimar.

Os véus, no entanto, não são citados pelo Alcorão, sendo uma opção particular de cada mulher islâmica.

Ao longo da história as sociedades islâmicas utilizaram a vestimenta como distinção da condição social, ocupação, pureza, crença, sexo e identidade regional. Sob a lei Otomana, por exemplo, a veste das mulheres divergia quanto à região, sendo que cada uma permitia determinadas formas de vestir ou até mesmo a cor dos trajes.

Na era moderna, a vestimenta para as mulheres muçulmanas varia de região para região e de restrição religiosa à questão de gosto pessoal.

Os costumes islâmicos quanto ao vestuário costumam causar controvérsias nos países não-islâmicos. Muitos críticos colocam como forma de opressão às mulheres ou até mesmo ameaça à segurança dos demais povos, sendo que alguns países do Ocidente proíbem as mulheres de usar os trajes tradicionais do Islão.

As mulheres não-islâmicas são obrigadas a seguir as regras quando estão em território islâmico enquanto as islâmicas não necessitam seguir os costumes dos países que visitam, sendo este um forte ponto de controvérsia sobre os limites do respeito à conduta religiosa.

A tentativa frequente dos países do Ocidente em proibir o uso da burca no seu território é visto por muitos como um sinal claro de preconceito.

E a política?
Muitos estudiosos clássicos do Islão, como Al-Tabari, apoiaram a liderança de mulheres. Nos primórdios da história do Islão, mulheres desempenhavam um papel nos assuntos políticos. Contudo, este conceito não foi aplicado em todas as civilizações islâmicas.

Uma imagem fortemente construída no Ocidente, ainda hoje, é de que as mulheres não possuem ou possuem reduzidos direitos políticos nos países muçulmanos.

Em 1988, o Paquistão tornou-se o primeiros Estado de maioria islâmica a possuir uma primeira-ministra. Nas décadas posteriores, um grande número de países de maioria islâmica (como Indonésia, Paquistão, Bangladesh, Turquia e Quiguistão) foram ou têm sido governados por mulheres.
Benazir Bhutto - Primeira-Ministra do Paquistão de 1988 a 1990 e de 1993 a 1996

Em 2002, aproximadamente um terço do Parlamento do Egito era constituído por mulheres.


Leis a que as mulheres estão sujeitas na maioria dos países islâmicos - nomeadamente nos mais extremistas
- É proibido trabalharem fora de casa;
- É proibido as mulheres saírem à rua sem estarem acompanhadas pelo pai, marido ou irmão;
- É proibido qualquer tipo de maquilhagem - foram cortados os dedos a muitas mulheres por pintarem as unhas;
- É proibido falar ou apertar as mãos a estranhos;
- É proibido o uso de roupas que sejam coloridas, ou seja, "que tenham cores sexualmente atraentes";
- Os transportes públicos são divididos em dois tipos, para homens e mulheres, pois os dois não podem viajar no mesmo;
- Estão proibidas de usar calças mesmo debaixo do véu;
- O testemunho de uma mulher vale metade do testemunho masculino; 


Curiosidades:
A estilista libanesa Aheba Zalvetti criou o "burquini", isto é, uma mistura de burca com biquini, mas mais reservado pois cobre toda a mulher com exceção do rosto, mãos e pés. Esta criação deu a oportunidade às mulheres de praticarem desportos e poderem ir à praia sem desrespeitarem a sua cultura.

Apenas no Mundial de Jogos para Mulheres Muçulmanas é que elas podem usar a roupa que quiserem, pois é um evento apenas para mulheres.


Mary

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Tragam as Pipocas

Namoro à Espanhola / Spanish Affair


O filme é de 2014, é em Espanhol é de cerca hora e meia.
Filme "Namoro à Espanhola"

Este filme retrata a rivalidade do País Basco em relação à Espanha, mais propriamente em relação a Sevilha numa maneira divertida e amorosa.
Cenas do filme "Namoro à Espanhola"
Amorosa porque é através de uma rapariga do País Basco que vai passar a sua despedida de solteira a Sevilha e depois de algumas trocas acaba por se apaixonar por um sevilhano, que vai atrás dela para o País Basco.
Cenas do filme "Namoro à Espanhola"
Lá ele faz-se passar por um local, uma pessoa de lá... O que acaba em confusão quando o pai dela decidi avançar para o casamento, pois a rapariga tinha sido abandonada pelo seu noivo, e o pai achava que o sevilhano era o basco que namorava com a sua filha... Que confusão não é? É melhor verem o filme.
Os protagonistas do filme "Namoro à Espanhola"

Muito divertido!
Cenas do filme "Namoro à Espanhola"

Os atores principais são:

Amaia - Clara Lago
Clara Lago em Amaia do filme "Namoro à Espanhola"

Rafa - Dani Rovira
Dani Rovira em Rafa do filme "Namoro à Espanhola"

Merche - Carmen Machi
Carmen Machi em Merche do filme "Namoro à Espanhola"

Koldo - Karra Elejalde
Karra Elejalde em Koldo do filme "Namoro à Espanhola"


Trailer:


Mary

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Curiosidades

Rótulos Ecológicos


Tem como objetivo promover os produtos com um impacto ambiental reduzido em vez dos demais produtos do mesmo grupo. Prestar informações e orientações corretas aos consumidores, assentes numa base científica sobre os produtos e, encorajar a procura e a oferta de produtos que causem menores pressões no ambiente ao longo da sua vida.

Os interesses a níveis do Promotor são no âmbito ambiental - redução da pegada ecológica e redução dos impactos; económicos - poupança de recursos e energia; e comerciais - vantagens competitivas, diferenciação, nicho de mercado.

Os interesses a níveis da empresa turística são o melhor desempenho ambiental, melhor imagem (captação de turistas com preocupações ambientais), redução de custos (diminuição dos consumos de energia, água e detergentes) e certificação válida e reconhecida em toda a Europa.

Vantagens para os consumidores são as informações transparentes e credíveis, assentes em bases cientificas sólidas.

Vantagens para o Ambiente são a diminuição do consumo de energia, água e limitar a produção de resíduos, favorecer a utilização de recursos renováveis e de substâncias menos perigosas para o ambiente e promover a comunicação e a educação ambientais.

De acordo com a base de dados da ECOTRANS, existem na Europa cerca de 50 sistemas de rótulos ecológicos e de reconhecimento ambiental para unidades de alojamento turístico e cerca de 3000 empresas envolvidas na sua aplicação.

Um dos rótulos mais conhecidos é:

Bandeira Azul
O Programa Bandeira Azul foi desenvolvido a nível europeu pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE), sendo em Portugal desenvolvido e coordenado pela Associação Bandeira Azul da Europa - Federação Portuguesa para a Educação Ambiental.
Iniciou-se à escala europeia, em 1987, integrada no programa do Ano Europeu do Ambiente. Teve como objetivo, elevar o grau de consciencialização dos cidadãos em geral, para a necessidade de proteger o ambiente marinho e costeiro e incentivar a realização de ações conducentes à resolução dos problemas aí existentes.

Os critérios são:

  • Informação e Educação Ambiental;
  • Qualidade da Água;
  • Gestão Ambiental e Equipamentos;
  • Segurança e Serviços.


Mary

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Curiosidades

Muito se falou em terrorismo, no mês de janeiro, devendo-se segundo os senhores da alta ao Islamismo. Pouco sabia sobre esta Ideologia? Religião? Estilo de vida? Então tentei pesquisar para vos mostrar também o que é então o Islamismo e se são todos ou não extremistas...


Islamismo


Islam em árabe significa submissão à vontade de Deus e chamam-se muçulmanos aos adeptos desta Fé.

Religião iniciada na Arábia por Maomé.
Maomé nasceu em Meca, na Arábia Saudita, entre 570 e 580 d. C. Era filho de pais pobres, ficou órfão muito cedo, tendo que trabalhar como pastor. Entretanto, entrou ao serviço de uma viúva rica, como condutor de camelos. Impressionada pela sua inteligência e beleza, casa-se com ele apesar de ser muito mais novo.
Maomé

A sua vida de comerciante rico alterou-se profundamente ao ser alvo de visões numa caverna perto de Meca, numa noite de 611. O próprio Anjo Gabriel, apareceu-lhe numa nuvem de luz, anunciando-lhe que ele é o profeta de Allah - Deus em árabe.
Anjo Gabriel e Maomé

Iniciou as suas pregações, as quais foram alvo de tremendas contestações por parte dos habitantes da sua terra natal. Prega contra o politeísmo e a idolatria.
Perseguido, Maomé fugiu para Latrebe, atual Medina e cidade rival de Meca - a esta fuga deu-se o nome de Hégira, no ano de 622 d.C. Esta data constitui o início da contagem cronológica islâmica.
Em 630, conquistou à força Meca, tendo-a reconhecido como lugar de peregrinação.

O Livro Sagrado é o Alcorão é o livro que contém as revelações do arcanjo Gabriel feitas ao profeta Maomé. Ensina preceitos religiosos, dogmas e moral. Tem 114 suras (capítulos). Contém não só louvores e alusões às características de Allah como também descrições do paraíso e juízo final, lendas judaicas e cristãs e normas sociais.
Alcorão

O Islão é ao mesmo tempo uma Fé religiosa e uma comunidade social e política. A doutrina enfatiza um monoteísmo rígido. Deus é único e é o Deus do patriarca Abraão Allah. Deus é uno e não trino, é transcendente e omnipotente.

O muçulmano crê nos anjos bons e nos maus. Para ele, Allah revelou-se através de muitos profetas - Abraão, Moisés, Jesus - mas o mais profeta foi Maomé.
Abraão

Os muçulmanos têm cinco obrigações fundamentais:

  • Chahad (Profissão de Fé) - na unidade de Allah e a missão do Profeta Maomé, emitindo repetidamente que "Não há outra divindade senão Allah e Maomé é o seu profeta";
  • Salat (oração) - feita cinco vezes por dia, ajoelhando-se num tapete, voltado para Meca. A oração é um ato de adoração a Allah. As roupas e o corpo devem estar limpos de todas as impurezas. Além disso, no homem, a parte do corpo entre o umbigo e os joelhos deve estar tapada e, na mulher, só as mãos e a cara poderão estar destapadas;
Salat
  • Zakat (esmola islâmica) - é a quantia, em géneros ou em dinheiro, que o muçulmano que possui meios deve distribuir entre os necessitados. O zakat é obrigatório para quem tem em seu poder, durante um ano, ouro com peso mínimo de 88 gramas ou prata com peso míno de 612 gramas;
  • Jejum do Ramadão - é o ato de se abster de comer, beber, fumar, etc. durante um mês, desde o nascer até ao pôr do sol. Estão dispensadas as crianças, os dementes, os inválidos, os idosos e os fracos. O viajante, o doente ou a mulher que amamenta, podem adiar este jejum. É feito no mês de Ramadão, mês em que Allah revelou o Alcorão;
  • Peregrinação a Meca - deve fazer uma vez na vida, se as circunstâncias o permitirem, isto é, se estiverem em condições físicas e materiais para fazerem a viagem. Lá, devem dar sete voltas à Kaaba (construção reverenciada pelos muçulmanos na mesquita sagrada de al Masjid al-Haram em Meca).
Peregrinação a Meca

Festas Islâmicas 

Aid es-Seghir: dura três dias e realiza-se no mês de Chawwál - celebra o fim do jejum e dá ocasião às pessoas de se encontrarem, trocar prendas e desejarem votos de felicidade.
Aid es-Seghir
Achura: significa "o décimo" - é no dia 10 do mês de Muharram. Foi nesse dia que Deus teria criado Adão e Eva, tal como o Paraíso e o Inferno. É um dia de jejum, mas à tarde, os crentes, fiéis às tradições, comem uma espécie de gelado composto por toda a espécie de frutos secos. São precisas 40 espécies de ingredientes e cozê-los, em lume brando, horas e horas.
Achura
Aid el-Adha: a seguir ao Ramadão, a festa mais importante é a do Sacrifício. responde a uma das prescrições do Corão. Este manda sacrificar animais, segundo os ritos sagrados, para agradecer ao Senhor que multiplicou os animais úteis ao ser humano. Algum tempo antes da festa, chegam rebanhos às cidades e os vendedores conduzem-nos de rua em rua até venderem todos. Depois de comprado o carneiro, é lavado, escovado, ornamentado com fitas. Depois é morto. A sua carne é distribuída pelos pobres. O proprietário apenas guarda os miúdos. Esta festa celebra o holocausto oferecido a Deus por Abraão.
Aid el Adha
Mouloud: os muçulmanos celebram no dia 12 do mês de Rabiul-awwal o nascimento de Maomé. Nesse dia, os crentes vão às mesquitas e ouvem a vida do profeta. Os ricos distribuem esmolas e oferecem um animal em sacrifício. É também costume neste dia ir-se aos túmulos dos parentes mais próximos.
Na Turquia, por causa das lâmpadas que ornam as mesquitas à noite, chama-se "noite das lâmpadas".
Mouloud


Calendário

Os árabes utilizam o calendário lunar. O ano tem doze meses que começam com o aparecimento duma lua nova. São meses de 29 ou 30 dias conforme a lunação, de modo que o ano tem 354 dias e nove horas.
Calendário Islâmico
Em relação ao "nosso" calendário, o muçulmano encontra-se com cerca de onze dias a menos. Por este motivo, as festas podem ocorrer na Primavera, Verão, Outono ou Inverno à medida que os anos vão passando.

Além disso, é preciso saber que os muçulmanos contam os anos e séculos a partir da Hégira (emigração de Maomé para Medina) pelo que no ano de 1990, da era cristã, os muçulmanos estavam no ano 1410.


Locais Sagrados

A Caaba, é um edifício situado dentro da mesquita principal de Meca (Al Masjid Al-Haram), na Arábia Saudita, é o local mais sagrado do Islão. De acordo com o Alcorão, ela foi construída por Abraão para que todas as pessoas fossem ali celebrar os ritos da Hajj.
Caaba em Meca
No tempo do profeta Maomé, o monoteísmo instituído por Abraão tinha sido corrompido pelo politeísmo e pela idolatria. Segundo o Islamismo, Maomé não procurou fundar uma nova religião, mas restabelecer o culto monoteísta que existia no passado.

O Islamismo não nega diretamente o judaísmo e o cristianismo, pelo contrário, considera uma versão antiga e perdida dessas religiões monoteístas como parte da sua herança, as suas versões atuais teriam sido alteradas, o próprio Islão considerando-se uma restauração da verdade divina.

O segundo lugar sagrado do Islamismo é a mesquita Al-Masij an Nabawi, na cidade de Medina, onde se encontra o túmulo de Maomé.
Mesquita Al Masij an Nabawi em Medina
A cidade de Jerusalém é o terceiro local sagrado do Islão. Este estatuto advém da sua associação aos profetas anteriores a Maomé e sobretudo pelo facto dos muçulmanos acreditarem que o profeta teria viajado para este local durante a noite, cavalgando um ser denominado Buraq, numa viagem conhecida como Isra. Em Jerusalém, Maomé teria ascendido ao céu, onde dialogou com Deus e outros profetas, entre os quais Moisés e Jesus.
Maomé cavalgando o Buraq
No local de Jerusalém onde se acredita que Maomé subiu ao céu, foi construída a Cúpula da Rocha, em cerca de 690, e a mesquita de Al'Aqsa, sobre as ruínas do antigo Templo de Salomão dos judeus.
Mesquita de Al'Aqsa
Os muçulmanos Xiitas consideram ainda como sagradas as cidades de Karbala e Najaf, ambas no Iraque. Na primeira, ocorreu o martírio de Hussein (filho de Ali e neto de Maomé) e dos seus companheiros, quando este contestava o Califado Omíada.

No Irão, para os Xiitas, são também sagradas Mashhad e Qom.


Autoridade Religiosa

Não há uma autoridade oficial que decide se uma pessoa é aceite ou excluída da comunidade de crentes. O Islão é aberto a todos, independentemente de raça, idade, género ou crenças prévias. É suficiente acreditar na doutrina central do Islamismo, ato formalizado pela recitação da chahada, o enunciado de crença do Islão, sem o qual uma pessoa não pode ser considerada um muçulmano.

Embora não exista no Islamismo uma estrutura clerical semelhante à existente nas denominações cristãs, existe contudo um grupo de pessoas reconhecidas pelo seu conhecimento da religião e da lei Islâmica, denominadas ulemás.
Ulemás
Os homens que se destacam pelo seu grande conhecimento da lei Islâmica podem receber o título de Mufti
Mufti Muhammad Sadiq


Lei Islâmica - Chariah

O Alcorão é a mais importante fonte da jurisprudência islâmica, sendo a segunda a Sunnah ou exemplos do profeta.

A Suna é conhecida graças aos Ahadith, que são narrações acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava, que chegaram até aos nossos dias através de uma cadeia de transmissão oral a partir dos Companheiros de Maomé.

A terceira fonte de jurisprudência é o ijtihad (raciocínio individual), à qual se recorre quando não há resposta clara no Alcorão ou na Suna sobre um dado tema, neste caso, o jurista pode raciocinar por analogia para encontrar a solução.

A quarta e última fonte de jurisprudência é o consenso da comunidade. Algumas práticas também chamadas de "charia" têm também algumas raízes nos costumes locais.


As vertentes do Islão

Há várias denominações no Islão, cada uma com diferenças a nível legar e teológico. Os maiores ramos são o Islão Sunita e o Islão Xiita.
Sunitas e Xiitas
O profeta Maomé faleceu em 632 sem deixar claro quem deveria ser o seu sucessor na liderança da comunidade muçulmana. Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao Islamismo e companheiro do profeta, foi eleito como califa (representante), função que desempenhou durante dois anos. Depois da sua morte, a liderança coube durante dez anos a Omar e logo em seguida a Otman, durante doze anos.
Abu Bakr com uma multidão em Meca
Quando Otman faleceu, dá-se uma disputa em torno de quem deveria ser o novo califa. para alguns essa honra deveria recair sobre Ali, primo de Maomé, que era também casado com a filha Fátima.
Ali em Ghadir Khumm
Para outros, o califa deveria ser o primo de Otman, Muawiyah. 
Muawiyah
Quando Ali é eleito califa em 656, Muawiyah contesta a sua eleição, o que origina uma guerra civil entre os partidários das duas funções. Ali acabaria por ser assassinado em 661 e Muawiyah conquista o poder para si e para a sua família, fundando o Califado Omiada. 

Contudo, o conflito entre os dois campos contínua e, em 680, Hussein, filho de Ali, é massacrado pelas tropas de Yazid, filho de Muawiyah.

Estas lutas estão na origem dos dois principais ramos em que atualmente se divide o Islão. Os partidários de Ali acreditam que os três primeiros califas foram usurpadores que retiraram a Ali o seu direito legítimo à liderança. Esta crença é justificada em hadiths interpretados como reveladores de que, quando Maomé encontrava-se ausente, ele nomeava Ali como líder momentâneo da comunidade.

Sunismo: O Islamismo Sunita compreende atualmente cerca de 83% de todos os muçulmanos. Divide-se em quatro escolas de jurisprudência, que interpretam a lei Islâmica de forma diferente:
  • Maliquita - forte presença no Norte de África;
  • Shafiita - presente no Médio Oriente, Indonésia, Malásia e Filipinas;
  • Hanefita - presenta na Ásia Central e do Sul e Turquia;
  • Hambalita - dominante na Arábia Saudita e Qatar.

Xiismo: os muçulmanos xiitas acreditam que o líder da comunidade muçulmana - o Imã - deve ser um descendente de Ali e da sua esposa Fátima. Pode ser subdividido em três ramos principais, de acordo com o número de Imãs que reconhecem:
  • Xiitas duodecimanos;
  • Ismailitas;
  • Zaiditas.
Todos estes grupos estão de acordo em relação à legitimidade dos quatro primeiros Imãs. Porém, discordam em relação ao quinto: a maioria do Xiitas acredita que o neto de Hussein, Muhammad al Baquir, era o Imã legítimo, enquanto que outros seguem o irmão de al-Baquir, Zayd bin Ali (Zaiditas).

Os Xiitas que não reconheceram Zayd como Imã permaneceram unidos durante algum tempo. O sexto Imã, Jafar al-Sadiqm foi um grande erudito que é tido em consideração pelos teólogos sunitas. A principal escola Xiita de Lei religiosa recebe o nome de Jafarita por sua causa.

Após a morte de Jafar al-Sadiq, ocorreu uma cisão no grupo: uns reconheciam como Imã o filho mais velho, Ismail bin Jafar, enquanto que para outros o Imã era o filho mais novo, Musa al-Kazim. Este último grupo continuou a seguir uma cadeia de Imãs até ao décimo segundo, Muhammad al-Mahdi. Os primeiros ficaram conhecidos como Ismailitas, enquanto que os que seguiram uma cadeia de doze Imãs ficaram conhecidos como Xiitas duodecimanos.


Fundamentalismo e Radicalismo

Correntes radicais do Islamismo frequentemente são acusadas de atos terroristas, como os atentados do 11 de Setembro, protagonizados pela Al Qaeda.
Atentados às Torres Gémeas a 11 de setembro pela Al Qaeda
E a defesa intolerante da extinção do Estado de Israel defendida pelo grupo terrorista Hamas. Na sua carta de fundação, por exemplo, o Hamas é claro na defesa da destruição do Estado Sionista, sendo apoiado pela maioria do povo palestiniano.
Fundamentalistas também defendem a submissão da mulher, a perseguição a cristãos e o assassinato de dissidentes em países islâmicos. Estima-se que aproximadamente quatro milhões de cristãos libaneses emigraram do seu país em consequência das pressões impostas pelos muçulmanos.

A condição de vida das mulheres também é precária em países fundamentalistas islâmicos, como a Arábia Saudita; "Para o pensamento ortodoxo muçulmano, a mulher vale menos do que o homem, explica Leila Ahmed, especialista em estudos da mulher e do Oriente Próximo da Universidade de Massachusetts, nos EUA (...)".
Assim sendo, violências físicas e tratamentos desumanos, como o apedrejamento, são constantes entre os países fundamentalistas. "Segundo a lei islâmica denominada Sharia, uma mulher considerada adúltera deve ser enterrada até ao pescoço (ou axilas) e apedrejada até à morte (...)"
Mulher apedrejada até à morte
 A intolerância a críticas também é alvo constante de respostas por parte da imprensa às vertentes radicais do Islão. Como foi verificado no jornal francês "Charlie Hebdo".O Papa também foi ameaçado de morte por considerar o Islão uma religião violenta.
Edições do jornal "Charlie Hebdo"
O crítico Daniel Pipes cita uma cadeia histórica de reações radicais a críticas e atos humorísticos por parte de extremistas islâmicos, que vão de ameaças a mortes de dezenas de pessoas. Porém, o islamismo moderado mostra-se como vertente desejosa de paz, tanto quanto o budismo, o cristianismo, o judaísmo ou qualquer outra grande religião.

Mary