sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dicas do Cupido

Casamento Budista


A visão budista do casamento é bastante liberal. O casamento não é considerado um dever religioso, mas uma opção pessoal. Depois das formalidades do registo civil estarem completas, os noivos recebem uma bênção dos monges no templo local.

O ritual começa quando o rapaz encontra a rapariga ideal, envia-lhe um amigo da família a casa da rapariga. O amigo normalmente leva uma garrafa de vinho e um lenço de seda branco. O seu objetivo é ver se a família da noiva mostra recetividade à proposta.

Se a família concordar, as duas famílias decidem reunir-se. Nesta reunião os membros das duas famílias marcam uma reunião para que o noivado aconteça. A tradição impõe que o rapaz ofereça um presente à rapariga, que pode ser um pedaço de terreno.

A família decide a cor dos trajes dos noivos, nunca escolhendo a cor preta. Cores quentes como o vermelho ou o dourado são as preferidas para esta ocasião.

A noiva budista usa um vestido bordado chamado, bhaku. O vestido lembra um sarong comprido. A noiva usa o vestido com uma blusa sem mangas, complementado com um casaco especial, um lenço e algumas jóias feitas de pedras preciosas e semipreciosas, como pérolas. Usa ainda uns sapatos especiais feitos para o casamento.

A cerimónia chamada Nangchang, é a cerimónia onde o compromisso formal acontece. Esta é presidida por um lama ou um rimpoche. Os tios dos dois lados desempenham um papel importante nas negociações do casamento. Do lado do noivo a mãe e os semelhantes representam papéis importantes.

No caso da noiva, toda a família e amigos participam na ocasião. Os convidados trazem a típica bebida Tsang e vários tipos de carnes para a casa da noiva. Oferecem arroz e galinha especialmente à mãe da noiva. Isto é um género de pagamento pelo facto da mãe ter amamentado a filha. As famílias voltar-se-ão a reunir-se de novo para marcar a data do casamento.

Em frente a um altar do Deus Buddha, todo decorado com flores e velas, os noivos, as famílias e os convidados juntam-se. Os noivos e os convidados recitarão o Tisarana, Pancasila e o Vandana quer em Pali, ou outra língua.
Deus Buddha

É pedido aos noivos que acendem as velas e os incensos. Seguidamente os noivos oferecem flores à imagem de Buddha. Depois disto, os noivos deverão recitar à vez, os votos que são prescritos para cada um deles:

  • Votos do noivo: "Em frente à minha mulher que acolho, aceito ama-la e respeitá-la, ser amável, ser fiel, delegar as tarefas domésticas e providenciar presentes para a satisfazer".
  • Votos da noiva: "Em frente ao meu marido que acolho, aceito realizar as tarefas domésticas eficazmente, ser hospitaleira para com os seus parentes e amigos, ser fiel, proteger nossos ganhos, efetuar as minhas responsabilidades com amor e conscienciosamente".

No fim da cerimónia, só os pais ou os semelhantes citarão o Mangala Sutta e o Jayamangala Gatha oferecendo a sua bênção aos noivos.

Música e dança fazem sempre parte de um casamento, incluindo o budista, as danças tradicionais são celebradas. As mulheres têm as suas próprias danças e os homens dançam versões muito monásticas.

O banquete de um casamento budista inclui pratos de carne de vaca e de porco, pratos de arroz. Usam pratos orientais, daí os seus pratos serem geralmente assados ou cozidos. Os banquetes têm entradas e doces típicos do norte da Índia e pratos budistas como sopa Nettle feita de orquídeas e queijo.


Mary Sweet

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pelos Caminhos do Mundo

Panteão Nacional


O Panteão Nacional de Portugal está instalado em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia, e em Coimbra, na Igreja de Santa Cruz.
Panteão Nacional na Igreja de Santa Engrácia
Criado por Decreto de 26 de setembro de 1836, o Panteão Nacional destina-se a homenagear e a perpetuar a memória dos cidadãos portugueses que se distinguiram por serviços prestados ao País, no exercício de altos cargos públicos, altos serviços militares, na expansão da cultura portuguesa, na criação literária, científica e artística ou na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e da causa da liberdade.

A ideia de prestigiar figuras ilustres portuguesas, remete-nos a 1836, o então ministro Passos Manuel decreta a edificação de um Panteão Nacional mas sem local ainda escolhido. O objetivo na época seria dignificar os heróis que se sacrificaram na Revolução de 1820 e reerguer a memória coletiva para grandes homens entretanto caídos no esquecimento, como Luís de Camões.
Ministro Passos Manuel
O atual templo situa-se no local de uma igreja erguida em 1568, por determinação da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, para receber o relicário da virgem mártir Engrácia de Saragoça e por ocasião da criação da freguesia de Santa Engrácia.
Infanta D. Maria
Rei D. Manuel I de Portugal
Essa antiga igreja fora construída no local de um templo de meados do século XII, mas foi severamente danificada por um temporal no ano de 1681.

A primeira pedra do atual edifício foi lançada em 1682. A Igreja só foi concluída em 1966, 284 anos após o seu início, por determinação do Arsenal do Exército e de fábrica de sapatos nos séculos XIX e XX.

Como Panteão Nacional abriga os cenotáfios de heróis da História de Portugal, tais como D. Nuno Álvares Pereira, Infante D. Henrique, Pedro Álvares Cabral ou Afonso de Albuquerque.
D. Nuno Álvares Pereira
Infante D. Henrique
Pedro Álvares Cabral
Afonso de Albuquerque
Entre as personalidades ilustres que aqui estão sepultadas, encontramos sobretudo presidentes da República e escritores. As exceções são Humberto Delgado e a fadista Amália Rodrigues, cujos restos mortais foram transladados depois de se alterarem as disposições legais que apenas permitiam a transladação da fadista para o Panteão Nacional quatro anos após a sua morte.

Aqui estão sepultados:

  • O escritor e político Almeida Garrett (1799-1854)
Almeida Garrette

  • A fadista Amália Rodrigues (1920-1999)
Amália Rodrigues

  • O escritor Aquilino Ribeiro (1885-1963)
Aquilino Ribeiro

  • O escritor Guerra Junqueiro (1850-1923)
Guerra Junqueiro

  • O opositor ao Estado Novo Humberto Delgado (1906-1965)
Humberto Delgado

  • O escritor João de Deus (1830-1896)
João de Deus

  • O presidente da República Manuel de Arriaga (1840-1917)
Manuel de Arriaga

  • O presidente da República Óscar Carmona (1869-1951)
Óscar Carmona

  • O presidente da República Sidónio Pais (1872-1918)
Sidónio Pais

  • A escritora Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
Sophia de Mello Breyner Andresen

  • O presidente da República Teófilo Braga (1843-1924)
Teófilo Braga


Mary Sweet

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pelos Caminhos do Mundo

Mais uma vez, pela zona de Lisboa, mais propriamente Sintra...

Palácio de Seteais


Atualmente um hotel de luxo e restaurante da Sociedade Hotel Tivoli.
Palácio de Seteais
Foi construído no século XVIII para o cônsul holandês, Daniel Gildemeester, num bocado de terra cedida pelo Marquês de Pombal.
Marquês de Pombal
Localizado em Sintra, património mundial, ergue-se este palácio no meio de um terreno acidentado, de onde se pode avistar o mar e o alto da Serra de Sintra.
Palácio de Seteais
De arquitetura neoclássica, insere-se no conjunto de palácios reformados pela burguesia. Destaca-se a entrada, com frontões triangulares, janelas de guilhotina e uma escada de dois braços que se desenvolve para o interior no sentido da fachada secundária.
Palácio de Seteais
Pode-se também constatar a adaptação do palácio à irregularidade do terreno, que tem um enquadramento com o Palácio da Pena. As fachadas principais são simétricas, de dois registos.

As salas da ala esquerda são pintadas com frisos de flores e grinaldas, salientando-se a Sala Pillement, com cenas figurativas da autoria de Jean Baptiste Pillement, e a Sala da Convenção, com alusões marítimas mitológicas.

Os interiores, na sua maior parte revestidos de sedas e mobílias, apresentam bom gosto, realçando-se os magníficos frescos do andar nobre. Na sala de jantar, encontramos uma exuberante vegetação exótica, em que se debatem sereias e tritões. No salão menor, são já as paisagens "rocailles", onde brincam crianças, engalanadas por representações e reposteiros de estilo neo-clássico e por passamanarias ao gosto chinês.
Palácio de Seteais
Atualmente sendo um hotel já recebeu personalidades como a Rainha Juliana da Holanda, o General Franco, Américo Tomás, Agatha Christie, Amália Rodrigues, Richard Nixon, Júlio Iglesias, Brad Pitt, Banda U2, entre outros.
Rainha Juliana da Holanda
Agatha Christie
Richard Nixon

Mary Sweet

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pelos Caminhos do Mundo

Em plena cidade de Lisboa, vamos até...

Coliseu dos Recreios

É uma sala de espetáculos polivalente, situada em São José, Lisboa, construída de raiz e inaugurada a 14 de agosto de 1890, quando ainda não estavam terminados todos os trabalhos da sua construção.
Coliseu dos Recreios
Quatro empresários arrojados, o solicitador José Frederico Ciríaco, o professor de filosofia Pedro António Monteiro, o dono de armazéns António Caetano Macieira e o comerciante de carnes João Baptista G. de Ahneida, conceberam edificar o maior dos edifícios cobertos que houvesse no mundo no campo dos espetáculos, e cuja lotação ultrapassaria os 4.000 lugares.

A partir de 1888, os custos elevados da construção original foram necessariamente cobertos com recurso a uma subscrição pública. Tão grande era a vontade dos quatro elementos promotores e tão grande o entusiasmo que nos demais interessados souberam criar, que conseguiram recolher o montante suficiente, tendo o próprio Rei D. Carlos se tornado accionista.

Tendo o contributo de artistas estrangeiros, o Coliseu dos Recreios foi inovador na introdução da arquitetura do ferro, ainda pouco vista em Portugal, através da espetacular cúpula em ferro, colocada sobre um octógono em alvenaria, à maneira de uma parábola cúbica com lanterna de 8m de diâmetro, maior de todas as outras no mundo, com 25 m de raio, diâmetro de 48,68 m e o peso de 100 toneladas, vinda da Alemanha, encomendada à firma Hein Lehmann e C.ª.
Coliseu dos Recreios
O Coliseu dos Recreios assumiu-se sempre como uma sala de espetáculos popular, estabelecendo preços baixos e apresentando espetáculos de diversos tipos, entre os quais a ópera. O Coliseu evidenciou-se especialmente no campo da ópera durante a Primeira República, constituindo então uma alternativa ao S. Carlos.

Foi objeto de obras de remodelação entre 1992 e 1994, o Coliseu reabriu a 26 de fevereiro de 1994 com um concerto que assinalou o início dos acontecimentos culturais da "Lisboa 94".

Tem uma lotação de 2.846 lugares em disposição de plateia sentada, ou 4.000 em disposição de plateia em pé.
Coliseu dos Recreios

Mary Sweet

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pelos Caminhos do Mundo

Já estamos quase no final da lista da Zona Lisboeta, mas ainda falta alguns lugares, e este leva-nos até Sintra...

Palácio Nacional de Sintra


Também conhecido como Palácio a Vila, localiza-se na freguesia de São Martinho, na vila de Sintra.
Palácio Nacional de Sintra
Foi um dos Palácios Reais e hoje é propriedade do Estado Português, que o utiliza para fins turísticos e culturais.
Palácio Nacional de Sintra
Remonta a um primitivo Palácio que terá sido doado pelo Rei João I de Portugal ao Conde de Seia, em 1383, voltando para a posse real pouco depois.
Rei D. João I de Portugal
O Palácio foi reedificado no século XV, a partir de 1489, quando lhe foi iniciada uma campanha de obras que visaram aligeirar a massa da construção e enriquecer a decoração interior, aplicando-se-lhe azulejos andaluzes.

Entre 1505 e 1520 ergueu-se a chamada ala manuelina e, em 1508, teve início a construção da Sala dos Brasões.
Sala dos Brasões
Durante o reinado de D. João III edificou-se o espaço entre as alas joanina e manuelina. No século XVII, sob a orientação do Conde de Soure, procedeu-se a obras de alteração e ampliação e, entre 1683 e 1706, sob o reinado de D. Pedro II, renovaram-se as pinturas dos tectos de alguns compartimentos.
Rei D. João III de Portugal
Rei D. Pedro II de Portugal
Em 1755 foram realizadas importantes obras de restauro, no seguimento dos danos causados pelo terramoto, e edificada a ala que vai do Jardim da Preta ao Pátio dos Tanquinhos.

Nova campanha de decoração foi levada a cabo em 1863. Nos últimos anos do regime monárquico foi a residência de verão da Rainha-Mãe D. Maria Pia, a última habitante régia do Paço da Vila de Sintra.
Rainha-Mãe D. Maria Pia de Portugal
Aqui tiveram lugar várias receções oferecidas pela Rainha-Mãe aos estadistas que visitaram o filho, como o Imperador Guilherme II da Alemanha ou o Presidente de França, Émile Loubet, entre outros.
Imperador Guilherme II da Alemanha
Presidente Émile Loubet da França
O Palácio encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910.
Palácio Nacional de Sintra
De planta complexa, organiza-se em "V" e apresenta volumetria escalonada, constituída sobretudo porparalelepípedo, sendo a cobertura efetuada por múltiplos telhados diferenciados a quatro águas.

Aspeto característico deste Palácio, rapidamente identificado pelos turistas, é o par de altas chaminés cónicas. O alçado principal está organizado em três corpos, sendo o central mais elevado e recuado relativamente aos extremos.
Palácio Nacional de Sintra
Os compartimentos internos refletem-se em núcleos organizados em torno de pátios. Destacam-se os seguintes: a Sala dos Archeiros, a Sala Moura ou dos Árabes, a Sala das Pegas, a Sala dos Cisnes e a Sala dos Brasões, que ostenta a representação das armas de 72 famílias nobres portuguesas e dos oito filhos de D. Manuel I, a Sala das Sereias e a Sala da Audiência.
Sala das Pegas

Sala dos Cisnes
A capela, de planta rectangular e nave única, tem os muros revestidos por pintura ornamental e tecto de madeira. Na cozinha, são visíveis arranques octogonais das monumentais chaminés. Alguns compartimentos da chamada ala manuelina ostentam emolduramentos de vãos e lareiras em calcário, caracterizadas por decoração em relevo.
Capela Palatina
O Palácio foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910. Em 2008 foi o Palácio mais visitado de Portugal com 408 712 visitantes.
Quarto-prisão: o Rei D. Afonso VI foi preso neste quarto durante nove anos, por ordem do seu irmão e futuro Rei D. Pedro II

Mary Sweet